Político dos EUA processa Netflix por “espionar crianças” e “viciar usuários”
Empresa é acusada de coletar dados de crianças e vendê-los para a indústria da publicidade para, supostamente, “lucrar bilhões por ano”

Nesta segunda-feira (11), o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, informou que abriu um processo contra a Netflix, acusando a plataforma de monitorar crianças e moradores do estado por meio da coleta indevida de dados pessoais sem autorização ou conhecimento dos usuários. A informação foi divulgada inicialmente em seu perfil oficial no X e também no portal da Procuradoria-Geral do Texas.
Além das acusações já apresentadas, o comunicado divulgado pela Procuradoria afirma que a Netflix teria desenvolvido sua plataforma de forma proposital para ser “viciante”. Segundo o documento, a empresa sustentou por anos que não rastreava nem compartilhava os “hábitos de visualização e preferências dos usuários”.
Entretanto, o responsável pela ação judicial argumenta que essas informações seriam coletadas e vendidas para corretoras de dados e empresas de tecnologia de publicidade, com o objetivo de, supostamente, “lucrar bilhões de dólares por ano.”

O comunicado divulgado pela Procuradoria-Geral do Texas afirma que a Netflix monitora seus usuários ao “rastrear e registrar hábitos de visualização dos usuários, preferências, dispositivos, redes domésticas, uso de aplicativos e outros dados comportamentais sensíveis. Cada interação na plataforma se torna um ponto de dados que revela informações sobre o usuário. Esse rastreamento se aplica não apenas a contas de adultos, mas também a perfis infantis.“
Segundo o documento, essa prática teria como finalidade, supostamente, abastecer sistemas publicitários de outras empresas, que posteriormente utilizariam essas informações para criar perfis mais detalhados dos consumidores.

O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, afirma que a função de reprodução automática, conhecida como autoplay, teria sido desenvolvida de forma intencional para gerar maior engajamento, criando um “fluxo contínuo de conteúdo para manter usuários — incluindo crianças — assistindo por longos períodos.“
A ação judicial busca enquadrar a Netflix na Lei de Práticas Comerciais Enganosas do Texas. O processo apresenta as seguintes exigências:
- Impedimento da coleta e da divulgação indevida de dados pessoais de usuários;
- Desativação automática da reprodução de vídeos em contas destinadas ao público infantil;
- Aplicação de outras medidas preventivas, além de sanções na esfera civil.
Até a publicação desta matéria, a Netflix não respondeu ao nosso pedido de comentar sobre o processo judicial.
Fonte: Olhar Digital
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