Japão aprova terapia com células-tronco para Parkinson
O tratamento inédito utiliza células iPS para regenerar neurônios e pode chegar aos pacientes ainda em 2026. Entenda como a técnica funciona
O Japão autorizou o primeiro tratamento desenvolvido a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (células iPS) para o Parkinson. A aprovação, divulgada nesta sexta-feira (6), abre caminho para que a terapia, chamada Amchepry, passe a ser disponibilizada a pacientes já em 2026.
Criado pela empresa farmacêutica Sumitomo Pharma, o método tem como objetivo recuperar os movimentos ao implantar, no cérebro, células cultivadas em laboratório. Vale destacar que a liberação feita pelas autoridades de saúde do Japão é provisória e condicionada, exigindo a continuidade de pesquisas para confirmar sua eficácia e segurança em maior escala.
Como a tecnologia funciona
O fundamento dessa inovação está nas células iPS, uma tecnologia que garantiu o Prêmio Nobel de Medicina ao cientista japonês Shinya Yamanaka em 2012. Na prática, o método age como uma espécie de “rejuvenescimento” das células: células adultas (como as da pele) são geneticamente reprogramadas para retornar a um estágio semelhante ao embrionário, passando a ter a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de tecido do organismo.

No caso do Amchepry, essas células são transformadas em precursoras de neurônios dopaminérgicos.
- O problema: no Parkinson, as células que produzem dopamina (mensageiro químico que controla os movimentos) são destruídas;
- A solução proposta: o transplante busca substituir esses neurônios perdidos, combatendo na raiz a causa dos tremores, da rigidez muscular e da lentidão de movimentos.
Resultados dos testes
A segurança da técnica foi avaliada em ensaios clínicos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Kyoto. O estudo envolveu sete voluntários, com idades entre 50 e 69 anos, que receberam entre cinco e dez milhões de células transplantadas em cada hemisfério cerebral.
Diferente de transplantes convencionais, as células utilizadas vieram de doadores saudáveis e foram cultivadas em ambiente controlado. Segundo os dados da pesquisa, o procedimento não apresentou riscos graves de rejeição ou tumores (uma preocupação comum em terapias celulares) e demonstrou sinais promissores de melhora na qualidade de vida e no controle motor dos participantes.
Fonte: Olhar Digital , Youtube
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