Anvisa cria grupos de trabalho para ficar de olho em ‘canetas emagrecedoras’
A Anvisa instituiu dois grupos de trabalho para mapear o uso e os riscos de “canetas emagrecedoras” no Brasil; entenda a medida

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) criou dois grupos de trabalho com o objetivo de identificar o uso e avaliar os riscos associados às chamadas “canetas emagrecedoras” no Brasil. A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (16) do Diário Oficial da União.
Com base em novos relatórios técnicos, a agência busca estabelecer orientações mais seguras para profissionais de saúde e pacientes, servindo de base para possíveis revisões nas normas de venda e utilização desses medicamentos.
Como as novas frentes de trabalho da Anvisa vão monitorar o setor de ‘canetas emagrecedoras’ no Brasil
As portarias de números 488 e 489 organizam a iniciativa em duas frentes distintas:
- O primeiro grupo terá um prazo de 45 dias para avaliar estudos científicos e mapear possíveis riscos urgentes;
- Já o segundo grupo contará com 90 dias para monitorar a implementação dos planos de ação definidos.

A criação dos grupos ocorre após a Anvisa proibir a comercialização de canetas de tirzepatida que estavam sendo importadas ilegalmente do Paraguai. Além disso, a agência também bloqueou recentemente novos registros de semaglutida e liraglutida.
Do ponto de vista técnico, esses medicamentos são classificados como agonistas do receptor de GLP-1, substâncias que simulam um hormônio intestinal responsável por ajudar no controle da glicose e da sensação de saciedade.
Por reduzirem a velocidade de esvaziamento do estômago e atuarem em regiões do cérebro ligadas ao apetite, esses fármacos são indicados principalmente para o tratamento de diabetes tipo 2 e, em alguns casos específicos, da obesidade.
O mercado desses medicamentos vem passando por mudanças importantes após a perda de patente da semaglutida, substância ativa presente em medicamentos conhecidos como o Ozempic.
Apesar de as portarias não alterarem imediatamente as regras em vigor, os estudos produzidos pelos grupos devem influenciar futuras estratégias de comunicação de risco e a definição de critérios mais rigorosos para prescrição.
Fonte: Olhar Digital
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