“Não identificamos pessoa viva”: por que aplicativo do gov.br dá esse erro?

Erros na autenticação biométrica do gov.br geram dificuldades de acesso e expõem limitações do sistema de verificação facial usado no app

Usuários da plataforma federal gov.br vêm relatando problemas ao tentar concluir a autenticação por reconhecimento facial exigida para acessar determinados serviços digitais. Em muitos casos, o sistema apresenta mensagens de erro durante a validação da identidade, informando que “não identificamos uma pessoa viva” diante da câmera.

De acordo com relatos compartilhados recentemente, a falha costuma ocorrer durante procedimentos como atualização cadastral, login em novos aparelhos ou acesso a serviços que exigem um nível maior de segurança. O aumento das reclamações coincide com medidas adotadas para reforçar a proteção da plataforma.

O recurso utiliza a comparação da imagem facial com bases de dados oficiais e conta com uma etapa de verificação de presença real, conhecida como “liveness”. Essa tecnologia busca confirmar que existe uma pessoa de verdade em frente à câmera, utilizando informações provenientes da Carteira Nacional de Identidade (CNI), da CNH e de outros registros civis. Segundo o governo, a finalidade do sistema é aumentar a segurança e dificultar tentativas de fraude digital.

O que está por trás do erro no gov.br?

O recurso de reconhecimento facial do gov.br faz parte de uma camada adicional de proteção criada para dificultar fraudes no acesso a serviços públicos digitais. Para validar a identidade do usuário, o sistema compara a imagem capturada no momento da autenticação com registros oficiais presentes em bases como a carteira de identidade e a CNH.

Além da análise facial, a ferramenta utiliza um mecanismo conhecido como teste de “liveness”, responsável por confirmar, em tempo real, que existe uma pessoa real diante da câmera. Durante a verificação, o usuário pode ser solicitado a realizar ações simples, como piscar os olhos ou reposicionar o rosto.

Ao longo desse procedimento, alguns usuários relataram o surgimento de mensagens informando falha na detecção de uma pessoa viva. Segundo a análise técnica do caso, essas situações podem estar relacionadas a limitações do próprio sistema, que eventualmente pode registrar falsos negativos em determinadas circunstâncias.

Entre os fatores que podem comprometer o funcionamento da autenticação estão ambientes com pouca iluminação, posicionamento inadequado do rosto na câmera e até restrições de hardware ou qualidade dos dispositivos utilizados durante a validação da identidade.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirmou que vem adotando medidas para diminuir os problemas relacionados ao reconhecimento facial do gov.br. Entre as iniciativas mencionadas estão aprimoramentos nas instruções fornecidas ao usuário por meio de comandos de voz e ajustes na etapa de captura das imagens.

Outra mudança implementada foi a liberação do uso da câmera traseira dos celulares, buscando melhorar a qualidade da autenticação, principalmente em aparelhos mais antigos. O governo também ampliou a quantidade de tentativas permitidas em situações específicas, como para cidadãos que possuem limitações registradas na nova Carteira de Identidade Nacional.

Para reduzir as chances de erro durante a validação, as orientações oficiais recomendam posicionar o rosto corretamente no centro da imagem, evitar locais com sombras ou iluminação inadequada e manter os olhos abertos durante todo o processo de captura. Ambientes bem iluminados continuam sendo apontados como um dos fatores mais importantes para o bom funcionamento da verificação facial.

Alternativas para quem não consegue concluir a verificação
Caso a autenticação facial não seja concluída com sucesso, o governo disponibiliza algumas alternativas para que o usuário consiga acessar a plataforma. Uma delas é emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN), o que pode contribuir para atualizar os dados biométricos utilizados pelo sistema.

Outra possibilidade é realizar a validação da conta por meio de bancos conveniados ao gov.br. Dependendo do método utilizado, o usuário pode obter uma conta com nível de segurança intermediário, permitindo o acesso a uma parte significativa dos serviços digitais oferecidos pela plataforma.

Essas opções funcionam como caminhos alternativos para situações em que o reconhecimento facial apresenta falhas ou não consegue confirmar a identidade do cidadão de forma adequada.

Fonte: Olhar Digital

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