Furacão Isaias se torna o primeiro do Atlântico em 2026
Furacão Isaias avança pelo Golfo do México em direção aos EUA e pode chegar à costa como um sistema de categoria 2

O furacão Isaias ganhou intensidade nesta quinta-feira (8) e passou a ser o primeiro sistema da temporada de 2026 a atingir essa categoria no oceano Atlântico. A formação é a nona tempestade tropical registrada na região neste ano e segue pelo Golfo do México rumo ao litoral dos Estados Unidos, com previsão de alcançar a área entre a noite de sexta-feira (9) e as primeiras horas de sábado (10).
A temporada de furacões no Atlântico ocorre oficialmente entre 1º de junho e 30 de novembro e, até então, apresentava uma atividade incomum de baixa intensidade. As oito tempestades anteriores — Arthur, Bertha, Cristobal, Dolly, Edouard, Fay, Gonzalo e Hanna — não conseguiram atingir o nível de furacão. Dessa forma, Isaias passou a ser o furacão que mais demorou para surgir no Atlântico desde o início dos registros, ultrapassando a marca anterior, estabelecida em 7 de outubro de 1905.
Isaias avança em direção à costa dos EUA
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos estima que o Isaias continue se fortalecendo enquanto atravessa as águas extremamente aquecidas do Golfo do México. A previsão indica que o sistema poderá atingir o litoral com força equivalente a um furacão de categoria 2 próximo do limite superior da escala.
Ainda não é possível determinar com precisão o impacto que o intenso cisalhamento dos ventos nas proximidades da costa terá sobre o fenômeno. Esse termo se refere às alterações na velocidade e na direção dos ventos em diferentes altitudes, condição que pode influenciar diretamente o desenvolvimento e a intensidade de uma tempestade.
A região considerada mais provável para a chegada do furacão ao continente fica entre Mississippi, Alabama e o Panhandle da Flórida. Após avançar sobre a terra firme, Isaias deve enfraquecer rapidamente, mas chuvas fortes podem atingir uma extensa área do sudeste dos Estados Unidos ao longo do fim de semana.
Tempestade traz risco de chuva e inundações
Alertas foram emitidos para a região, principalmente por causa da possibilidade de uma maré de tempestade entre 1,7 e 2,1 metros em áreas costeiras mais baixas. A previsão também indica acumulados de até seis polegadas de chuva, equivalentes a aproximadamente 15 centímetros, além de rajadas de vento com potencial para causar danos.
Caso continue aumentando de intensidade, Isaias poderá chegar à categoria 3. De acordo com a escala Saffir-Simpson, essa classificação corresponde a ventos sustentados entre 111 e 129 milhas por hora, ou cerca de 179 a 208 km/h.
Se atingir esse nível, o furacão poderá causar danos estruturais significativos em pequenas edificações, além de provocar inundações severas em regiões costeiras de baixa altitude, o que pode levar à necessidade de evacuação.
Na Flórida, o governador Ron DeSantis decretou estado de emergência em 25 condados antes da passagem prevista do Isaias. A decisão foi tomada enquanto o sistema se aproximava do litoral dos Estados Unidos.
El Niño contribuiu para temporada mais tranquila
A temporada de furacões no Atlântico era considerada menos intensa por causa da influência de um El Niño histórico registrado no Pacífico. A presença do fenômeno nessa região contribui para aumentar o cisalhamento dos ventos sobre o Atlântico, condição que pode dificultar a formação e o fortalecimento de tempestades tropicais e furacões.
A presença de ar seco e partículas de poeira na atmosfera da região também tem dificultado o surgimento e o fortalecimento de novas tempestades. No Pacífico Oriental, entretanto, o cenário foi diferente.
Ao todo, foram registradas 19 tempestades tropicais nessa área, sendo que nove alcançaram a categoria de furacão. Desses sistemas, sete chegaram à categoria 3 ou superior, passando a ser considerados grandes furacões.
Para os próximos sete dias, não há previsão de formação de outra tempestade na bacia do Atlântico.
Fonte: Olhar Digital
Previous Post