El Niño: Amazonas decreta alerta climático diante de cenário de seca e calor extremo

Estado mobiliza órgãos públicos e ativa medidas preventivas diante da intensificação das projeções de estiagem e altas temperaturas

O governo do estado do Amazonas declarou estado de emergência climática e ambiental em todo o território estadual após projeções indicarem possíveis impactos severos associados ao fenômeno El Niño até o início de 2027. A medida foi oficializada no começo de junho e tem caráter preventivo diante da possibilidade de eventos extremos.

A decisão foi assinada pelo governador Roberto Cidade e estabelece validade inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação conforme a evolução das condições meteorológicas. O objetivo principal é reduzir os impactos de uma possível estiagem prolongada, aumento de temperaturas e ocorrência de queimadas.

Segundo o governo estadual, o decreto aciona diferentes órgãos públicos para ações coordenadas de monitoramento, prevenção e resposta a desastres ambientais, com foco especial nos rios, nas condições climáticas e na segurança das populações afetadas.

Medidas e coordenação das ações para reduzir possíveis danos

O plano estadual estabelece a atuação integrada entre diferentes secretarias e forças operacionais, incluindo a criação de um comitê permanente encarregado de coordenar estratégias de enfrentamento aos impactos climáticos. A proposta busca antecipar respostas a possíveis crises ambientais no estado.

A Defesa Civil passa a centralizar o acompanhamento das condições meteorológicas e dos níveis dos rios, além de reforçar a emissão de alertas à população. Paralelamente, o órgão ambiental estadual intensifica as ações de fiscalização, com foco no combate ao desmatamento e na preservação dos recursos naturais.

Na zona rural, o governo orienta produtores ligados à agricultura, pesca e aquicultura a adotarem medidas para reduzir os impactos da escassez de água. O Corpo de Bombeiros intensifica as ações de combate a incêndios florestais, enquanto as forças de segurança pública atuam de forma integrada com os demais órgãos operacionais.

Na área da saúde, há monitoramento dos possíveis efeitos do calor extremo e da qualidade do ar, incluindo vigilância sobre o surgimento ou agravamento de doenças. Já o setor da educação desenvolve iniciativas de conscientização ambiental e busca garantir a continuidade das atividades escolares mesmo diante das condições climáticas adversas.

Fonte: Olhar Digital

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