China manda órgãos agirem contra perda de empregos por IA
Diretrizes chinesas preveem orientação profissional, indicação de vagas e medidas contra discriminação e fraudes no uso da IA.

O Conselho de Estado chinês solicitou que órgãos públicos adotem iniciativas para diminuir o desemprego provocado pelo avanço da inteligência artificial (IA). As orientações foram anunciadas nesta sexta-feira (23) e estabelecem medidas para lidar com os efeitos da tecnologia sobre o mercado de trabalho.
Entre as ações previstas estão o acompanhamento de possíveis riscos, o auxílio aos profissionais na busca por novas oportunidades e a oferta de capacitação. O plano também estabelece medidas para combater a discriminação, as fraudes em seleções de emprego e as violações de privacidade relacionadas ao uso de algoritmos.

Governo quer antecipar riscos de demissões
As orientações sugerem que os órgãos governamentais monitorem os riscos de redução de postos de trabalho provocados pela inteligência artificial e preparem planos de emergência para enfrentar possíveis consequências.
Em iniciativas capazes de gerar grandes transformações no mercado de trabalho, o governo deverá oferecer suporte aos profissionais afetados durante a mudança de carreira. A proposta também pretende ampliar os benefícios da tecnologia para o emprego, incentivando a criação de novas vagas e a melhoria das condições de trabalho.

O governo também planeja criar normas para a aplicação da inteligência artificial nos processos de gestão de pessoas. As regras deverão prevenir irregularidades causadas pelo uso inadequado de algoritmos, incluindo discriminação na seleção de candidatos, fraudes em recrutamentos e violações da privacidade.
As orientações recomendam que os órgãos governamentais monitorem os impactos da IA no mercado de trabalho, ofereçam assistência aos profissionais prejudicados e adotem medidas para impedir o uso abusivo dessa tecnologia.
Fonte: Olhar Digital
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