Amazônia bate recorde histórico com menor taxa de desmatamento já registrada
Monitoramento por satélite confirma a menor taxa de desmatamento da história da Amazônia; Cerrado acompanha a retração

A Amazônia brasileira alcançou uma marca histórica que traz motivos para comemorar. Informações recentes obtidas por meio de monitoramento via satélite indicam que a perda de cobertura florestal na região chegou ao nível mais baixo desde o começo dos registros oficiais. O resultado representa um avanço importante para a conservação da natureza e da biodiversidade.
Em resumo:
- A Amazônia registrou a menor taxa de desmatamento desde o início das medições.
- A queda foi de 42% em relação ao período anterior, somando 3.335 km².
- O Inpe utiliza imagens de satélite para monitorar a devastação da floresta.
- O governo federal anunciou que pretende zerar o desmatamento até 2030.
- Os candidatos à Presidência Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas diferentes para a fiscalização ambiental na região.
- No Cerrado, a perda de vegetação nativa caiu 24%, o menor nível desde 2001.

Amazônia revela o menor estrago em décadas
De acordo com o relatório anual do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), publicado na sexta-feira (16), aproximadamente 3.335 quilômetros quadrados de floresta foram desmatados durante o período mais recente avaliado.
O resultado representa uma redução de 42% em relação ao ciclo anterior. Para comparar a evolução dos índices, o recorde anterior de menor devastação havia sido registrado em 2012. Já na década de 1990, a área desmatada ultrapassava os 30 mil quilômetros quadrados por ano.
O levantamento é produzido pelo Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES), que utiliza imagens espaciais para acompanhar a perda de vegetação. As observações são concentradas nos meses do meio do ano, quando a menor presença de nuvens favorece a obtenção de registros mais nítidos da superfície.

Segundo informações da agência Reuters, especialistas comemoraram o resultado inédito e ressaltaram que a união entre recursos tecnológicos, monitoramento permanente e medidas políticas eficazes pode ajudar a frear a destruição da floresta e reduzir a liberação de gases poluentes na atmosfera.
Cerrado também registra queda histórica
O governo federal estabeleceu como objetivo eliminar o desmatamento até 2030. A questão ambiental também ganhou relevância com a disputa do segundo turno das eleições presidenciais entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto o governo atual defende a retomada dos compromissos ambientais, seu adversário propõe concentrar as ações de fiscalização no enfrentamento do crime organizado na Amazônia, sem prejudicar pequenos produtores rurais e trabalhadores do extrativismo.
Além dos avanços registrados na Amazônia, o Cerrado brasileiro também apresentou uma redução expressiva na destruição da vegetação nativa.
No bioma, a área desmatada diminuiu aproximadamente 24%, totalizando 5.517 quilômetros quadrados no período analisado. Esse resultado representa o menor índice de perda de vegetação já registrado no Cerrado desde o início do monitoramento histórico, em 2001.
Fonte: Olhar Digital
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