Astrônomo registra ‘som’ assustador de explosão solar em experiência inédita
Cientistas decodificam o ‘som’ de uma explosão solar, revelando uma experiência auditiva arrepiante do espaço.

Em março de 2026, um astrônomo amador chamado DudeLovesSpace registrou uma rara experiência audiovisual de uma erupção solar, unindo imagens obtidas por telescópio ao “som” do fenômeno, convertido a partir de ondas de rádio. O evento aconteceu em 18 de março, quando a região ativa de manchas solares AR4392 gerou uma explosão de classe M2.7, com duração aproximada de 16 minutos.
O feito foi possível por meio da técnica de sonificação de dados, que transforma ondas de rádio captadas por equipamentos na Terra em sons que podem ser ouvidos. “O que começou como um dia de observação com céu limpo e sem nuvens logo se tornou algo especial”, relatou DudeLovesSpace na descrição do vídeo.
Explosão solar
O que se escuta não corresponde exatamente ao som que o Sol produziria se pudesse ser ouvido através do quase vácuo do espaço. Cientistas estimam que nesse caso ele seria um ruído contínuo de aproximadamente 100 decibéis. Em vez disso, DudeLovesSpace aplicou a técnica de sonificação de dados para transformar as ondas de rádio solares em áudio.
Esse método traz diversas vantagens. Para os pesquisadores, ele pode oferecer uma nova maneira de interpretar dados, revelando padrões antes difíceis de perceber. Para o público em geral, permite “ouvir” o espaço e apreciar melhor as maravilhas do cosmos e, talvez, até ficar aliviado por não precisarmos lidar com o Sol “gritando” o tempo todo.
Sol em fase menos ativa do ciclo
O Sol vem apresentando menor atividade nos últimos meses, à medida que se afasta do auge do seu ciclo de aproximadamente 11 anos. Os períodos de pico desse ciclo são marcados por um aumento significativo nas manchas solares, além de explosões solares e ejeções de massa coronal, três fenômenos que muitas vezes ocorrem em conjunto.
Esse momento de maior atividade, chamado de máximo solar, ocorre quando há a inversão dos polos magnéticos do Sol. Nessa fase, há também um crescimento da complexidade e da instabilidade do campo magnético. As manchas solares são áreas da superfície visível do Sol onde os campos magnéticos são temporariamente muito mais intensos, surgindo a partir de processos magnéticos profundos no interior da estrela. As informações são do ScienceAlert.

Mancha teve momentos agitados
A região de manchas solares AR4392 apareceu pela primeira vez em 12 de março de 2026 e permaneceu sob observação de astrônomos por cerca de duas semanas, até que a rotação do Sol a fez desaparecer do campo de visão. Embora não fosse especialmente grande em comparação com algumas das enormes regiões vistas durante o máximo solar do ano anterior, ela se destacou por sua alta atividade enquanto atravessava o disco solar.
Essa área gerou duas erupções moderadas de classe M nos dias 16 e 18 de março, além de outras explosões menores de classe C. A mais intensa registrada por DudeLovesSpace foi uma erupção M2.7 ocorrida em 18 de março. Para facilitar a visualização, o astrofotógrafo acelerou o evento no vídeo.
Fonte: Olhar Digital
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