Preços de PCs podem cair em 2027 após nova alta, prevê CEO da Acer em meio à crise global de memória
Previsão coloca Jason Chen como uma das vozes mais otimistas da indústria de memória em relação à duração do problema

Os valores dos computadores podem voltar a diminuir em 2027, de acordo com uma estimativa de Jason Chen, CEO da Acer. Para o executivo, a alta causada pela atual falta de memória RAM pode começar a perder força no final do próximo ano.
A projeção coloca Chen entre os representantes mais otimistas do setor de memórias sobre a duração da atual crise. Enquanto isso, dirigentes de grandes fabricantes de componentes têm demonstrado uma visão mais cautelosa sobre o momento em que a disponibilidade de peças conseguirá novamente atender à demanda.
Chen comentou sobre o cenário em uma entrevista ao DigiTimes, conforme informações divulgadas pelo TechSpot. Na avaliação do CEO da Acer, o mercado pode apresentar sinais de recuperação antes do previsto por algumas das estimativas mais pessimistas feitas atualmente.
Escassez de RAM já afeta eletrônicos
- A falta de memória já vem provocando efeitos em diversos segmentos da indústria de tecnologia;
- Desde o ano passado, o aumento da demanda provocado pela expansão de data centers voltados à inteligência artificial consumiu parte da oferta disponível de memória;
- Com isso, os preços de DRAM subiram aproximadamente cinco vezes;
- O impacto se espalhou para computadores, smartphones, placas de vídeo e consoles de videogame, além dos processadores e das placas-mãe que dependem desses componentes;
- Segundo o TechSpot, um estudo recente do setor apontou que o mercado de memória apresenta, por unidade, condições semelhantes às observadas quase duas décadas atrás.

Fabricantes preveem escassez por mais tempo
A estimativa de Jason Chen diverge das projeções recentes feitas por dirigentes de grandes fabricantes de memória. Sanjay Mehrotra, CEO da Micron, declarou no início deste ano que a oferta restrita de componentes deveria continuar mesmo após 2027.
Kwak Noh-Jung, CEO da SK Hynix, também prevê dificuldades prolongadas. Segundo ele, a escassez deve alcançar seu ponto máximo em 2027, mas a disponibilidade de memória permaneceria limitada até 2030.
Uma previsão ainda mais extensa foi apresentada por Chen Li-bai, presidente da Adata. Na avaliação dele, os preços elevados dos componentes podem continuar por até mais dez anos, mesmo com os investimentos da indústria para ampliar a capacidade de fabricação.
CEO da Acer questiona previsões mais pessimistas
Jason Chen apresenta uma interpretação diferente dessas estimativas. Na visão do executivo, algumas projeções mais negativas podem estar relacionadas ao interesse das fabricantes em preservar suas margens de lucro, sem necessariamente indicar uma falta ampla de memória no mercado.
Chen também afirma que a disponibilidade da maior parte dos modelos de RAM e SSD já seria suficiente para atender à procura. Para ele, os principais gargalos estariam concentrados nos componentes de maior desempenho, como módulos DDR5 de alta velocidade e chips como o N1X, da Nvidia.
Caso essa análise esteja correta, os preços dos computadores poderiam começar a diminuir no final de 2027, após um período de forte crescimento na procura por memória impulsionado pela expansão da infraestrutura voltada à inteligência artificial (IA).
Fonte: Olhar Digital
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