Um novo brilho pode aparecer no céu noturno em breve

Fenômeno raro em T Coronae Borealis pode criar nova estrela visível a olho nu no céu, com explosão esperada há décadas

De acordo com uma publicação recente do site Space, uma possível explosão de uma estrela no sistema T Coronae Borealis pode acontecer a qualquer instante, inclusive dentro de uma das janelas previstas para esse ciclo atual, o que faria surgir um novo ponto luminoso no céu noturno. O fenômeno chamaria atenção por tornar visível a olho nu uma estrela que normalmente não pode ser observada sem equipamentos.

Situado na constelação da Coroa Boreal, o sistema binário pode alcançar um brilho comparável ao da estrela Polaris, também conhecida como Estrela do Norte. Se ocorrer, o evento poderá ser visto por observadores no Hemisfério Norte logo após o pôr do sol.

A expectativa está ligada a uma explosão extremamente rara, associada a longos ciclos de atividade, o que torna esse tipo de acontecimento algo incomum até mesmo para os astrônomos.

A explosão que pode transformar o céu

O sistema T Coronae Borealis faz parte de um grupo bastante incomum de estrelas que apresentam erupções recorrentes. Ele é composto por uma anã branca que vai captando matéria de uma estrela gigante vermelha vizinha, até que essa acumulação atinge um ponto crítico capaz de desencadear uma explosão termonuclear na sua superfície.

Esse fenômeno tende a se repetir em intervalos médios próximos de 80 anos, de acordo com registros históricos e observações astronômicas. Entre os sistemas conhecidos que exibem esse tipo de comportamento, existem apenas cerca de cinco casos identificados na Via Láctea.

Quando a explosão acontece, todo o material que havia sido acumulado é lançado para o espaço em um evento extremamente energético, o que faz com que o sistema tenha um aumento súbito e intenso de brilho por um intervalo curto de tempo.

Previsões, incertezas e histórico recente
A última erupção significativa confirmada desse sistema ocorreu em 1946, quando houve um aumento expressivo no brilho observado. Desde então, várias projeções foram feitas para tentar prever o próximo evento, e algumas delas chegaram a indicar até o ano de 2024, com base em mudanças de luminosidade detectadas ao longo do tempo.

Mesmo assim, essas previsões não se concretizaram, já que o sistema não apresentou a explosão esperada nas janelas estimadas. Em estudos mais recentes, algumas hipóteses chegaram a apontar datas mais específicas, incluindo uma possibilidade associada ao dia 25 de junho de 2026, embora sem um consenso entre os cientistas.

Esse comportamento irregular evidencia a dificuldade de determinar com precisão o momento exato da explosão, mesmo em sistemas que apresentam padrões históricos conhecidos.

Quando o evento acontece, o brilho do sistema pode variar drasticamente, passando de uma magnitude em torno de +10 — quando é invisível a olho nu — para aproximadamente +2, o que o torna facilmente observável em um céu escuro. Esse nível de luminosidade o colocaria próximo ao brilho de estrelas de referência como Polaris.

O fenômeno tende a permanecer visível por cerca de uma semana sem a necessidade de instrumentos ópticos, com base em estimativas derivadas de observações de eventos semelhantes já registrados.

No céu, sua posição está próxima ao arco característico da constelação Corona Borealis, entre as constelações de Boötes e Hércules, o que facilita sua localização por observadores após uma possível erupção.

Método de observação
Para encontrar o sistema antes de uma possível explosão, o ideal é utilizar binóculos ou um telescópio de pequeno porte. Um dos principais referenciais é a estrela Epsilon Coronae Borealis, a partir da qual é possível chegar ao alvo movendo o campo de visão levemente para a parte inferior direita.

Esse método ajuda a localizar com mais precisão a região exata onde o sistema está situado dentro da constelação, já que ele permanece com brilho muito fraco na maior parte do tempo.

Fonte: Olhar Digital

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