Maior que Júpiter, mais leve que algodão doce: NASA descobre dois exoplanetas superinflados
Planetas extremos revelam atmosferas quase sem densidade e levantam dúvidas sobre como gigantes gasosos conseguem se manter estáveis

Astrônomos detectaram dois planetas gigantes orbitando uma estrela situada a cerca de 1.110 anos-luz da Terra, chamados TOI-791 b e TOI-791 c. Os exoplanetas despertaram interesse por terem dimensões parecidas com as de Júpiter, mas apresentarem uma densidade extremamente baixa, semelhante à de algodão-doce. A descoberta foi divulgada nesta quinta-feira (25) pela Euronews.
A identificação foi feita com o apoio do satélite TESS, da agência espacial dos Estados Unidos, e envolve objetos considerados incomuns entre os exoplanetas conhecidos atualmente. De acordo com os cientistas, estes são os maiores planetas já encontrados com uma densidade tão reduzida.
Os pesquisadores também apontam que ambos podem ser formados principalmente por hidrogênio e hélio, uma hipótese que deverá ser investigada em futuras observações realizadas pelo telescópio espacial James Webb Space Telescope.
Entenda o detalhamento da descoberta

Os planetas foram encontrados orbitando uma estrela localizada na constelação do Peixe Voador, no hemisfério sul celeste. Segundo os pesquisadores, esses mundos pertencem ao raro grupo dos chamados planetas superinflados, uma categoria incomum entre os mais de seis mil exoplanetas já identificados fora do Sistema Solar.
A pesquisa foi liderada por George Dransfield, que descreveu os objetos como extremamente leves em relação ao seu tamanho. De acordo com a cientista, a densidade observada é comparável à de uma espuma muito leve recém-liberada de um recipiente pressurizado, reforçando o quão incomum é esse sistema planetário.
Os dados também sugerem que esses planetas podem apresentar diferentes tonalidades dependendo da quantidade e do tipo de nuvens presentes em suas atmosferas. Além disso, sua estrutura interna ainda não foi determinada com precisão. Novas pesquisas deverão investigar com mais detalhes a composição química desses corpos celestes.

Além disso, o estudo faz uma comparação com Jupiter, mostrando que o gigante gasoso do Sistema Solar pode ser até 35 vezes mais denso do que esses novos planetas. Essa diferença evidencia o quão incomuns são os chamados superinflados, considerados uma das categorias mais raras entre os exoplanetas já descobertos.
Os pesquisadores também ressaltam que menos de 40 planetas desse tipo foram confirmados até hoje, dentro de um conjunto de aproximadamente 6.300 exoplanetas catalogados até o momento.
Fonte: Olhar Digital
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