Site da Trump Mobile ainda diz que T1 Phone é ‘fabricado nos EUA’, o que não é verdade

Alegação de que “celular do Trump” é “fabricado nos Estados Unidos” pode violar as regras de publicidade da Federal Trade Commission (FTC)

O portal oficial da Trump Mobile ainda exibe a informação de que o T1 Phone, conhecido como “celular do Trump”, seria “fabricado nos Estados Unidos”, declaração que pode entrar em conflito com as normas de publicidade da Federal Trade Commission (FTC). Embora a empresa tenha recuado anteriormente dessa afirmação e passado a informar apenas que o aparelho é “montado” no país, a descrição original continua presente de forma oculta nos metadados do site.

O problema na página foi descoberto inicialmente pelo especialista em SEO Sam Penny, que comunicou o caso ao site The Verge. Além da inconsistência envolvendo a origem do produto, novos detalhes surgidos após um recente vazamento de dados apontam que o número verdadeiro de pré-vendas do smartphone pode ser muito menor do que o divulgado publicamente.

Investigação revela dados inflados e possíveis sanções contra a Trump Mobile
Para que um produto possa utilizar legalmente a expressão de que foi fabricado nos Estados Unidos, as regras da FTC determinam que todos — ou praticamente todos — os componentes tenham origem no próprio país.

Apesar de a Trump Mobile já ter reconhecido que grande parte das peças utilizadas no T1 Phone não é produzida em território norte-americano, a descrição considerada enganosa continua presente no título meta da página de vendas. Com isso, a frase ainda pode ser exibida automaticamente nas abas dos navegadores e também em mecanismos de pesquisa como o Google.

Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos regulatórios, a empresa também lida com repercussões causadas pelo recente vazamento de dados de clientes.

Com apoio de Jonathan Soma, programador e professor da Universidade de Columbia, foi descoberto que o sistema criava automaticamente um novo cadastro sempre que um usuário chegava à etapa final do site, independentemente de ter concluído o pagamento do depósito de US$ 100 (cerca de R$ 500 na conversão direta).

“O número real de pré-encomendas provavelmente era ainda menor”, destacou o jornal The Guardian, que liderou a investigação técnica envolvendo os 27.224 registros expostos no vazamento.

Enquanto isso, o envio das unidades físicas do aparelho continua limitado e alcançou apenas poucos consumidores. O portal CNET segue publicando sua análise do smartphone em etapas, mostrando testes de câmera e duração da bateria. Já o youtuber Quinn Nelson e o político republicano Tres Wittum apareceram como o terceiro e o quarto indivíduos identificados com o dispositivo em mãos, sendo Wittum apontado como o primeiro possível comprador comum a receber o produto.

Fonte: Olhar Digital

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