Executivos atacam liderança de Musk e Altman em tribunal
Depoimentos em julgamento da OpenAI levantam críticas sobre liderança e transparência de Elon Musk e Sam Altman

O processo judicial que envolve Elon Musk e Sam Altman em relação à OpenAI ganhou novos desdobramentos nesta semana, com testemunhos que colocaram em dúvida a condução e a liderança dos dois executivos.
O caso reabre disputas internas ligadas à trajetória da empresa de inteligência artificial desde sua fundação, em 2015.
Na segunda semana do julgamento, o júri acompanhou depoimentos de antigos executivos e membros do conselho da OpenAI. Os relatos trouxeram tanto observações sobre a competência técnica de Elon Musk em inteligência artificial quanto questionamentos sobre a postura e a transparência de Sam Altman na gestão da organização.
Ex-presidente da OpenAI critica Elon Musk
Greg Brockman, presidente da OpenAI e um dos fundadores da startup, declarou em tribunal que existiam preocupações internas sobre o nível de conhecimento de Elon Musk em inteligência artificial durante disputas de liderança ocorridas em 2017.
De acordo com Brockman, Musk tinha forte domínio em áreas como foguetes e veículos elétricos, mas não demonstrava o mesmo aprofundamento em IA. Ele também descreveu um episódio em que o empresário teria ficado irritado durante debates sobre mudanças na estrutura da organização.
Elon Musk, por sua vez, afirma no processo que participou da criação da OpenAI oferecendo financiamento, contatos e direção estratégica, mas sustenta que a empresa acabou sendo transformada em um negócio com fins lucrativos por Sam Altman e Brockman.

Ex-conselheiras questionam transparência de Altman
Sam Altman também enfrentou críticas durante os depoimentos apresentados no tribunal. Mira Murati, ex-diretora de tecnologia da OpenAI, afirmou que o executivo “minava” seu trabalho e nem sempre agia com total veracidade.
Helen Toner e Tasha McCauley, ambas ex-membros do conselho da empresa, também relataram preocupações envolvendo a honestidade de Altman e a forma como ele se comunicava com o conselho.
McCauley descreveu a existência de uma “cultura tóxica de mentiras” dentro da OpenAI. Já Toner afirmou que havia um padrão de comportamento associado à falta de transparência e à resistência a mecanismos de supervisão interna.
As ex-conselheiras ainda disseram que Sam Altman teria fornecido informações incorretas ao conselho ao afirmar que uma revisão de segurança de um novo modelo de IA já havia sido concluída.
O julgamento deve ser encerrado na próxima quinta-feira, e Altman ainda deve depor nos próximos dias.
Fonte: Olhar Digital
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