“Façam Plutão ser um planeta de novo” menina de 10 anos faz apelo e NASA responde
Kaela escreveu carta argumentando que o planeta anão “merece ser um planeta de verdade”. Administrador da agência respondeu que está “investigando”

Uma mensagem breve, objetiva e repleta de argumentos típicos de criança acabou chamando a atenção da NASA. Kaela, de apenas 10 anos, enviou uma carta ao responsável pela agência, Jared Isaacman, solicitando que Plutão volte a ser considerado um planeta. O conteúdo foi compartilhado no X pelo perfil “Mike’s Weather Page” e logo se espalhou pela internet.
“Por favor, tornem Plutão um planeta de novo. Eu realmente gostaria que ele voltasse a ser um planeta”, inicia a mensagem. A garota apresenta três justificativas: Plutão já integrou o sistema solar como planeta; atualmente é classificado como planeta anão e, na visão dela, “merece ser um planeta de verdade”; além disso, a alteração poderia “deixar muitas pessoas felizes”.

Kaela mostra que entende do assunto ao mencionar que Plutão fica no Cinturão de Kuiper e encerra com um pedido: “Se não puderem transformá-lo em um planeta de verdade, por favor, considerem como se fosse.”
Isaacman respondeu no dia 9 de abril com uma mensagem breve: “Kaela, estamos analisando isso.” Mesmo sendo uma resposta vaga, já bastou para empolgar os admiradores de Plutão nas redes sociais.

Por que Plutão foi rebaixado?
A trajetória de Plutão como o nono planeta teve início em 1930, quando o astrônomo norte-americano Clyde Tombaugh o identificou no Observatório Lowell, no Arizona. O nome surgiu por sugestão de Venetia Burney, uma garota inglesa de 11 anos. Durante muitos anos, Plutão foi considerado o planeta mais afastado do Sistema Solar.
Com o avanço das tecnologias, outros corpos celestes passaram a ser identificados no Cinturão de Kuiper, entre eles Éris, que possui dimensões semelhantes às de Plutão. Em 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) estabeleceu uma definição oficial para o que é um planeta. Segundo essa regra, um astro precisa: girar em torno do Sol; ter massa suficiente para adquirir formato esférico; e ter “desocupado sua órbita”, ou seja, não dividir o espaço com outros objetos menores.
Plutão não atende ao terceiro critério. Ele divide sua órbita com vários outros corpos gelados no Cinturão de Kuiper, o que levou à sua reclassificação como “planeta anão”. A decisão completa 20 anos em 2026 e, até hoje, ainda gera opiniões divergentes.

Planeta duplo?
A NASA, em seu site oficial, descreve Plutão como tendo cinco luas em sua órbita — a maior delas, Caronte, possui cerca de metade do tamanho do próprio Plutão, o que faz com que muitos astrônomos considerem o conjunto um “planeta duplo”. A agência ainda faz uma observação curiosa ao destacar que Caronte é “o maior satélite em proporção ao planeta que orbita em todo o Sistema Solar”.
Não é a primeira vez que o chefe da NASA fala sobre Plutão
Em março, o administrador já tinha demonstrado vontade de ver Plutão voltar a ser reconhecido como planeta. “Eu apoio totalmente o presidente Trump em tornar Plutão grande novamente”, disse Isaacman em entrevista ao Daily Mail, fazendo um trocadilho com o conhecido slogan político (“Make America Great Again”). Para ele, essa mudança também serviria como uma forma de homenagear o astrônomo Clyde Tombaugh, responsável pela descoberta em 1930.
Apesar do apelo popular, a definição da UAI segue em vigor. Isaacman, mesmo à frente da NASA, não tem autoridade para alterar essa classificação científica, que depende da comunidade internacional de astrônomos. Ainda assim, se depender de Kaela e de muitos admiradores de Plutão, o movimento para devolver ao antigo nono planeta seu lugar original ainda deve continuar.
Fonte: Olhar Digital
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