Recorde no espaço, salário comum: quanto a NASA paga aos astronautas da Artemis 2

Apesar das marcas históricas alcançadas, nenhum astronauta da Artemis 2 receberá recompensas financeiras adicionais da NASA

Os quatro astronautas da missão Artemis 2, da NASA, alcançaram um feito inédito na exploração espacial ao orbitar o lado oculto da Lua e chegar à maior distância já percorrida por seres humanos no espaço. Mesmo com esse marco histórico, nenhum dos tripulantes receberá pagamento extra ou recompensas financeiras adicionais pelo feito.

A falta de bônus ou remuneração extra evidencia uma característica estrutural da função dos astronautas da NASA: independentemente da importância ou complexidade da missão, eles recebem salários como servidores públicos comuns, submetidos às mesmas normas que regem o funcionalismo civil dos Estados Unidos.

Salário fixo e sem extras: entenda a remuneração de astronautas da NASA
Os astronautas norte-americanos da missão Artemis 2, Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, recebem um salário-base anual em torno de US$ 152 mil (aproximadamente R$ 780 mil), segundo dados de 2024 citados pela revista Fortune.

Já o astronauta canadense Jeremy Hansen segue a estrutura de remuneração da Agência Espacial Canadense (CSA), que adota uma faixa salarial própria, mas em níveis semelhantes para cargos equivalentes. Em ambos os casos, o valor da remuneração permanece inalterado durante a execução da missão espacial.

A missão NASA Artemis 2 alcançou um marco inédito na exploração espacial ao contornar o lado oculto da Lua e atingir a maior distância já percorrida por seres humanos no espaço. Imagem: NASA

Ao contrário do que muitos imaginam, não há bônus por desempenho, pagamento de horas extras ou adicionais de risco relacionados ao período em que os astronautas permanecem no espaço.

O astronauta Mike Massimino, veterano de duas missões do ônibus espacial, explicou ao site MarketWatch em 2024 que a remuneração segue um modelo padrão de jornada de 40 horas semanais.

“Não existe pagamento por risco, não há horas extras”, afirmou o astronauta.

Segundo um porta-voz da NASA em declaração à revista Fortune, a agência cobre apenas os custos operacionais básicos durante as missões, como transporte, hospedagem e alimentação.

Além disso, os astronautas recebem um subsídio diário de US$ 5, cerca de R$ 26, destinado a pequenas despesas. Esse valor segue o mesmo padrão aplicado a servidores federais dos Estados Unidos em viagens de trabalho.

No caso da missão Artemis 2, que tem duração estimada de dez dias, esse subsídio totaliza aproximadamente US$ 50, cerca de R$ 260 ao final de toda a missão.

Apesar da ausência de incentivos financeiros adicionais, a competição por uma vaga no corpo de astronautas da NASA continua extremamente acirrada. A turma selecionada pela agência em 2025 teve apenas dez aprovados entre mais de oito mil candidatos.

Isso representa uma taxa de aceitação de cerca de 0,125%, inferior à de instituições altamente seletivas como Harvard e Stanford, segundo a revista Fortune. Esse cenário mostra que o prestígio, o impacto histórico e a possibilidade de participar de missões espaciais continuam sendo fatores de grande valor para quem busca integrar a exploração espacial.

Fonte: Olhar Digital

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