Por que a missão Artemis 2 não vai pousar na Lua?

Missão passará 10 dias ao redor da Lua, mas astronautas não pousarão na superfície

A missão Artemis 2, da NASA, foi lançada com sucesso na noite de quarta-feira (1). A expedição faz história ao se tornar a primeira viagem tripulada em direção à Lua desde o programa Apollo program, encerrado há mais de 50 anos. Entretanto, os quatro astronautas da tripulação não realizarão pouso na superfície lunar.

Essa decisão é estratégica: a Artemis 2 tem caráter de missão de teste. O objetivo principal é preparar o caminho para que as futuras missões do programa Artemis program realizem pousos na Lua nos próximos anos.

Como será a missão Artemis 2?
Mesmo sem realizar pouso na Lua, a Artemis 2 tem metas ambiciosas.
A missão teve início na quarta-feira, quando o foguete Space Launch System (SLS) decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando quatro tripulantes: Christina Koch, Victor Glover, Jeremy Hansen e Reid Wiseman. Eles vão atuar na cápsula Orion ao longo de uma trajetória de aproximadamente 10 dias.

Inicialmente, a Artemis 2 entrará em órbita terrestre, permanecendo ao redor do planeta por cerca de um dia, junto com seu estágio superior. Durante esse período, a tripulação realizará diversas verificações cruciais dos sistemas a bordo.

Além do monitoramento, os astronautas conduzirão um teste inédito: assumirão o controle manual da Orion, simulando manobras de aproximação que serão essenciais para futuras missões. Esses testes são fundamentais para operações complexas, como a conexão com outras naves ou com a estação lunar Gateway

Na segunda fase da missão, ocorre a aproximação com a Lua. Por volta do sexto dia de viagem, a tripulação da Artemis 2 atingirá uma distância entre 6,4 mil e 9,6 mil quilômetros da superfície lunar — o ponto mais próximo alcançado por uma missão tripulada desde o programa Apollo.

Esse momento acontece enquanto a cápsula Orion passa pelo lado oculto da Lua. Trata-se de uma das etapas mais aguardadas, pois os astronautas ficarão sem comunicação com a Terra por cerca de 30 a 50 minutos.

Durante esse período, eles dedicarão grande parte do tempo a registrar imagens e vídeos do lado oculto, além de anotar suas observações, sendo os primeiros a contemplar diretamente algumas regiões da Lua.

A partir do sétimo dia, a Orion deixará a influência gravitacional lunar, e a equipe iniciará as manobras necessárias para o retorno à Terra.

Ao contrário das missões Apollo, a Artemis 2 seguirá uma trajetória de retorno livre. Nesse tipo de rota, a própria gravidade é utilizada para trazer a espaçonave de volta à Terra, reduzindo a necessidade de consumo de combustível.

A cápsula Orion fará sua reentrada na atmosfera terrestre a uma velocidade de cerca de 40 mil km/h, enquanto seu escudo térmico será capaz de resistir a temperaturas que podem chegar a 3 mil graus Celsius. A previsão é de que o pouso aconteça no Oceano Pacífico.

Ao longo de toda a missão, a Orion percorrerá uma distância superior a 2,2 milhões de quilômetros.

Pouso na Lua fica para a Artemis 3
Ao longo da missão Artemis 2, os astronautas realizarão uma série de testes que servirão de base para as próximas etapas do programa. É possível conferir a programação completa da tripulação por meio do link disponibilizado.

O pouso na Lua ficaria para a Artemis 3, mas uma mudança de calendário da NASA pode colocar esse projeto em risco

Fonte: Olhar Digital

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