ChatGPT: Queda nos downloads ameaça estreia da OpenAI na Bolsa de Valores
A OpenAI enfrenta um declínio no ritmo de crescimento do ChatGPT, marcado por queda nas instalações e aumento de desinstalações

A OpenAI está passando por uma desaceleração significativa no crescimento do ChatGPT, com redução no número de instalações e aumento nas desinstalações, de acordo com dados da consultoria Sensor Tower.
Esse cenário, impulsionado pela migração de usuários para concorrentes e pela reação a parcerias com governos, levanta dúvidas sobre a sustentabilidade financeira da empresa às vésperas de sua estreia na Bolsa (IPO).
Segundo a consultoria, as desinstalações do aplicativo aumentaram 132% em abril de 2026 em relação ao mesmo mês de 2025. O maior pico de rejeição foi registrado em março, com alta de 413%, depois que a startup firmou um acordo com o Pentágono.
Ao mesmo tempo, o crescimento de usuários ativos mensais desacelerou, passando de 168% em janeiro para 78% em abril.
Concorrência acirrada e tensão interna colocam o futuro da OpenAI em xeque
A liderança da OpenAI deixou de ser dominante, e os usuários passaram a procurar outras opções. Enquanto o crescimento de downloads do ChatGPT ficou praticamente parado em 14%, o concorrente Claude, da Anthropic, teve um aumento expressivo de popularidade, crescendo cerca de 11 vezes no mesmo intervalo.
Essa mudança indica que os usuários estão preferindo ferramentas que oferecem desempenho mais estável em áreas como programação e aplicações corporativas, segmentos em que concorrentes do ChatGPT têm avançado de forma mais intensa.

O efeito dessa desaceleração chegou rapidamente ao mercado financeiro, atingindo empresas que têm exposição à tecnologia da OpenAI.
O SoftBank teve uma queda de 11% em suas ações, enquanto companhias como Oracle e AMD registraram recuos de aproximadamente 3% em seus papéis.
A resposta dos investidores demonstra preocupação de que o retorno dos investimentos bilionários possa demorar mais do que o previsto, especialmente depois de a criadora do ChatGPT não atingir a meta de um bilhão de usuários ativos semanais.
Nos bastidores, cresce a preocupação com um possível desentendimento interno na diretoria. A diretora financeira (CFO), Sarah Friar, teria demonstrado receio de que a startup não consiga cumprir contratos de infraestrutura que totalizam US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3 trilhões) caso a receita não acompanhe as previsões.
Existe uma diferença evidente entre a estratégia de crescimento acelerado defendida pelo CEO da OpenAI, Sam Altman, e a posição de Friar, que defende maior disciplina nos gastos e chegou a sugerir o adiamento de iniciativas como o gerador de vídeos Sora.
Com uma estimativa de que os US$ 122 bilhões (R$ 609 bilhões) em caixa possam ser consumidos em até três anos, a empresa corre para demonstrar que a demanda por sua inteligência artificial é suficiente para justificar os elevados custos operacionais. Além disso, ainda enfrenta uma disputa judicial com Elon Musk.
Fonte: Olhar Digital
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