Artemis 2: terceiro dia da missão chega ao fim
Está tudo caminhando como o planejado pela NASA, fazendo com que os planos de segunda-feira (6) fiquem mais perto

O comandante Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense (CSA), se preparou pela manhã para conduzir, após o almoço da tripulação, a primeira de três pequenas ignições dos motores, conhecidas como correções de trajetória de saída.
- Só que os controladores de voo no Centro Espacial Johnson, da NASA, em Houston (EUA), optaram pelo cancelamento da primeira queima;
- A atitude foi tomada, pois a trajetória da Orion rumo à Lua está correta, não sendo necessária a manobra, portanto;
- No cronograma da Artemis 2, há outras duas correções planejadas, visando otimizar a velocidade e a trajetória da espaçonave;
- Se forem necessários outros ajustes, eles poderão ser incorporados em queima corretiva subsequente.
Essa manobra é fundamental para corrigir pequenas variações na velocidade e na direção da Orion após a queima de injeção translunar. Sem esse ajuste preciso, até desvios mínimos poderiam afetar a órbita lunar ou modificar a trajetória planejada. A ignição é cuidadosamente calculada com base em telemetria e modelos de navegação da NASA e da CSA, garantindo que a cápsula mantenha exatamente o percurso programado rumo à Lua.
Howard Hu, gerente do programa Orion na NASA, declarou em coletiva de imprensa que o módulo de serviço da Orion apresentou uma falha no sistema de pressurização de hélio, parte do sistema de propulsão. Apesar disso, ele assegurou que não há risco para a missão, pois o sistema de backup já foi ativado.
Como foi o terceiro dia da missão Artemis 2
“Liberados” da correção de trajetória de saída durante o dia, Hansen e os astronautas Victor Glover e Christina Koch, da NASA, realizaram exercícios de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) no espaço, conforme noticiado pelo Olhar Digital.
Glover e Reid Wiseman, também da NASA, testaram os equipamentos médicos da Orion, incluindo termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio, assegurando que funcionassem corretamente em microgravidade.
Na segunda metade do dia, Koch dedicou-se a testar o sistema de comunicações de emergência da Orion com a Rede de Espaço Profundo, uma rede de antenas da NASA que permite monitorar e controlar espaçonaves distantes. O exercício simulou situações críticas e confirmou que a tripulação consegue se comunicar com a Terra mesmo se os sistemas principais apresentarem falhas.
O dia também foi repleto de emoções para a tripulação da Orion. Os astronautas puderam se comunicar diretamente com suas famílias a partir do espaço, além de conversar com a imprensa, compartilhando suas primeiras impressões sobre os momentos iniciais da missão e as primeiras visões da Terra.
Para encerrar o dia, toda a equipe praticou os procedimentos para os experimentos científicos que realizarão no sexto dia da missão, na segunda-feira (6), quando a Orion estiver mais próxima da Lua. O treinamento incluiu posicionamento, coleta de dados e preparação para os experimentos planejados durante a passagem lunar.

Linha do tempo: o que aconteceu dia a dia na missão Artemis 2
Dia 1 (1º de abril): o retorno ao espaço profundo
- Superação de obstáculos: Antes da decolagem, a NASA precisou corrigir uma falha de última hora no sistema de destruição do foguete, o que quase adiou a missão. A falha foi identificada e corrigida a tempo, permitindo que o lançamento seguisse conforme o planejado.
- O lançamento: Às 19h35 (horário de Brasília), o superfoguete SLS decolou da Flórida, levando quatro astronautas a bordo. O lançamento foi histórico, marcando o início de uma nova era na exploração lunar. Saiba mais sobre como tudo ocorreu.
- Painéis solares: Logo após entrar em órbita, a cápsula Orion abriu seus quatro painéis solares em formato de “X”, garantindo os 11 quilowatts de energia necessários para alimentar os sistemas da nave ao longo da jornada.
- Ajuste de órbita: A nave executou uma manobra de elevação, criando uma órbita elíptica entre 185 km e 2.222 km de altitude. Essa manobra foi crucial para realizar os primeiros testes dos sistemas da Orion.
Dia 2 (2 de abril): o “chute” rumo à Lua
- Rotina e exercícios: A tripulação testou um novo dispositivo de exercícios, o flywheel, e começou o dia com música, sendo despertada ao som de “Green Light”, de John Legend, uma escolha feita pelo controle de missão;
- “Encanadora espacial”: A astronauta Christina Koch teve que realizar um reparo de emergência no sistema sanitário da nave, garantindo o conforto da tripulação para o restante da viagem. Em um vídeo, Koch explicou como consertou o banheiro da Artemis 2, uma tarefa crucial para o bem-estar da equipe.
Injeção Translunar (TLI): Às 20h49 (horário de Brasília), a Orion acionou seus motores por quase seis minutos, saindo da órbita da Terra e entrando oficialmente na trajetória de cruzeiro rumo à Lua. Essa manobra, conhecida como Injeção Translunar, foi o passo fundamental para colocar a nave na rota lunar.
Dia 3 (3 de abril): chegando cada vez mais perto
- Testes de equipamentos médicos: A equipe realizou testes com diversos equipamentos de primeiros socorros, incluindo termômetro, monitor de pressão arterial, estetoscópio e otoscópio, para garantir que funcionassem adequadamente em microgravidade;
- Comunicações de emergência: Foram feitos testes no sistema de comunicações de emergência da Orion, conectando a nave à Rede de Espaço Profundo da NASA. Isso assegura que a tripulação possa manter contato com a Terra, mesmo em regiões distantes;
- Conversa com imprensa e familiares: Os astronautas tiveram a oportunidade de se comunicar com a imprensa e com suas famílias, compartilhando suas primeiras impressões sobre o espaço e as vistas da Terra à distância, algo que sempre gera grande emoção;
- Entrada na magnetocauda: Após a realização da manobra de Injeção Translunar (TLI) no dia anterior, a Orion entrou na chamada magnetocauda, uma extensão do campo magnético da Terra. Essa região, que se assemelha a uma “cauda de cometa”, se estende por milhões de quilômetros e é formada pelo vento solar que comprime o campo magnético terrestre.
Fonte: Olhar Digital
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