Astronautas da missão Artemis 2 consertam banheiro no espaço com ajuda de Houston
Tripulação da Artemis 2, da NASA, resolveu uma falha no controlador do vaso sanitário da nave Orion na madrugada desta quinta-feira (02)

A tripulação da missão Artemis 2, da NASA, solucionou um problema técnico no banheiro da cápsula Orion na madrugada desta quinta-feira (2). A falha no controlador do vaso sanitário foi detectada por uma luz de alerta no painel logo após o lançamento, exigindo que os astronautas realizassem a intervenção diretamente, seguindo as orientações do centro de comando em Houston, no Texas (EUA).
O reparo é essencial para assegurar o conforto e a segurança dos quatro tripulantes ao longo da jornada de cerca de dez dias em torno da Lua.
A missão também representa o retorno de seres humanos às proximidades lunares após 53 anos desde o programa Apollo, funcionando como um teste para validar sistemas que serão usados em futuros pousos na superfície do satélite.
Equipe da Artemis 2 supera falhas técnicas e prepara manobras orbitais para seguir rumo à Lua
Antes de alcançar a órbita estável, a missão enfrentou desafios técnicos que se iniciaram ainda na plataforma de lançamento. Além do problema com o sistema de saneamento, a NASA precisou identificar e descartar possíveis anomalias em componentes essenciais do foguete poucos minutos antes da decolagem, garantindo assim a segurança e a integridade do voo.
Uma das principais preocupações envolveu o sistema de escape da cápsula, um mecanismo localizado no topo do foguete que atua como uma espécie de “assento ejetor” capaz de retirar toda a nave em caso de explosão ou falha crítica.
Uma das duas baterias deste equipamento apresentou falhas nos parâmetros e precisou de atenção urgente. Felizmente, a agência espacial conseguiu contornar o problema a tempo, permitindo que o mecanismo atingisse cerca de 800 km/h em apenas dois segundos, embora ainda houvesse risco de pequenas falhas que poderiam afetar a evacuação rápida dos astronautas.
Outro ajuste envolveu um sistema de segurança a bordo. Engenheiros tiveram que improvisar, usando equipamentos antigos do programa do ônibus espacial, para destravar os preparativos, o que aumentou o estresse da equipe e deixou alguns procedimentos menos confiáveis.
Com essas etapas iniciais parcialmente superadas, a equipe agora foca no perigee raise burn, manobra de propulsão prevista para a manhã desta quinta-feira, que elevará o ponto mais baixo da órbita da Orion em relação à Terra. Pequenos atrasos ou ajustes incorretos ainda podem comprometer a trajetória lunar.
Com os sistemas finalmente estabilizados, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen seguem o cronograma, que ainda inclui dois dias de verificações críticas perto da Terra, antes de iniciarem o trajeto de quatro dias rumo ao lado oculto da Lua. Pequenos ajustes de última hora ainda podem atrasar o início da viagem.
Segundo a liderança da NASA, o sucesso da operação só será confirmado após a aterrissagem segura no Oceano Pacífico, prevista nas proximidades de San Diego, embora incertezas meteorológicas e possíveis falhas técnicas ainda representem riscos para o pouso.
Fonte: Olhar Digital
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